sábado, 8 de fevereiro de 2014

Acordar...


“Eu hoje tive um pesadelo e levantei atento, a tempo. Eu acordei com medo e procurei no escuro alguém com teu carinho e lembrei de um tempo. Porque o passado me traz uma lembrança, do tempo em que eu era criança, que o medo era motivo de choro, desculpa pra um abraço ou um consolo. Hoje eu acordei com medo, mas não chorei, nem reclamei abrigo. Do escuro eu via o infinito sem presente, passado ou futuro. Senti um abraço forte e já não era medo, era uma coisa sua que ficou em mim. De repente a gente vê que perdeu ou está perdendo alguma coisa morna e ingênua que vai ficando no caminho. Que é escuro e frio, mas também bonito porque é iluminado pela beleza do que aconteceu há minutos atrás.”
Cazuza.

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