terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Procura-se

Acho que to perdida. Na verdade, me perco dentro de mim. Encontrar-se parece tão mais fácil quando pronunciado por palavras, quando escrito. Mas viver o encontro que é o difícil. Às vezes acho que eu mesma não quero me encontrar.

Sacia-me palavras

“Os melhores sacudidores de palavras eram os que compreendiam o verdadeiro poder delas. Eram os que conseguiam subir mais alto. Um desses sacudidores era uma menininha magricela. Ela era famosa como a melhor sacudidora de palavras de sua região, porque sabia o quanto uma pessoa podia ficar impotente sem as palavras. Por isso ela se mostrara capaz de subir mais alto do que qualquer pessoa. Desejava as palavras. Tinha fome de palavras.”

A Menina que Roubava Livros.

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Tenho medo de esperar e nada acontecer

Às vezes por medo de sofrer, você acaba esperando que venha a pessoa certa. Mas essa pessoa parece que nunca chega. Nunca vai chegar. Vai ver você esteja exigindo demais. Talvez seja mais sensato deixar rolar. Sofrer é inevitável. Sofrer assusta. Mas a solidão também, e esperar, é como jogar na mega sena e rezar para você ser o sortudo da vez. Deixa disso menina, se joga. O máximo que pode acontecer é você cair. E essa queda é como quebrar um salto. Quebrou? compra um novo e começa da onde você parou. Na vida não temos a opção de começar do inicio, mas podemos evitar que erros passados influenciem nos acontecimentos futuros.


Titulo: CLARICE LISPECTOR

Um toque de menina romântica e mulher moderna

Ela tem cara de menina mimada, um quê de esquisitice, uma sensibilidade de flor, um jeito encantado de ser, um toque de intuição e um tom de doçura. Ela reflete lilás, um brilho de estrela, uma inquietude, uma solidão de artista e um ar sensato de cientista. Ela é intensa e tem mania de sentir por completo, de amar por completo e de ser por completo. Dentro dela tem um coração bobo, que é sempre capaz de amar e de acreditar outra vez. Ela tem aquele gosto doce de menina romântica e aquele gosto ácido de mulher moderna.

Caio Fernando Abreu.

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Eu não sei lidar

Tem dias que estamos ensolarados por fora, mesmo que por dentro esteja ocorrendo uma tempestade. Camuflar a dor, é como passar maquiagem para disfarçar uma espinha. Com o tempo é inevitável seu aparecimento.

Ah, que falta sinto dos meus 15 anos...

“Quinze anos! É a idade das primeiras palpitações, a idade dos sonhos, a idade das ilusões amorosas, a idade de Julieta; é a flor, é a vida, e a esperança, o céu azul, o campo verde, o lago tranquilo, a aurora que rompe, a calhandra que canta, Romeu que desce a escada de seda, o último beijo que as brisas da manhã ouvem e levam, como um eco, ao céu.”
Machado de Assis.

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Ele é diferente? Mas também bate um coração.

Ame com qualidade. Não importa se é feio, chato, gordo e entre outros "defeitos", pois a qualidade é rebatida pela quantidade. Se faz MUITO feliz, já basta.

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Coração de poucos e para poucos.

Às vezes sinto que sou uma garota vazia. Que não gosta de nada e nem de ninguém. É melhor assim. Antes ser vazia por mim, do que cheia pelos outros. As pessoas não entendem que o que elas pensam sobre mim não interfere em minha personalidade. Por mais que eu seja uma pessoa difícil de lidar, sempre serei assim. Essa sou eu. Não tem como adoçar ou azedar mais. Nem como entender. Não sou como um livro que você lê até o final e tem esperança de entender toda a história. Talvez quem for até o final comigo nunca me entenda. Talvez eu também nunca o faça. Vai ver o mistério seja mais cativante. A vida não nos dá um roteiro do que está por vir, de quem vamos encontrar, de quem somos ou melhor, de como viver. Você simplesmente segue. Tudo pode acontecer, assim como nada também. Isso vai depender apenas do que você quer ser ou de quem você já é. Você pode querer ser alguém que todos gostam e "vão" aceitar ou simplesmente, pode ser alguém que você goste e aceite. Vai ver seu coração seja de poucos e para poucos.

Palavras vãs

Usar as palavras como se tivessem prazo de validade e fossem apagáveis. Algumas pessoas simplesmente me cansam.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Abismo interminável da eternidade


“Ser feliz é uma responsabilidade muito grande. Pouca gente tem coragem. Tenho coragem mas com um pouco de medo. Pessoa feliz é quem aceitou a morte. Quando estou feliz demais, sinto uma angústia amordaçante: assusto-me. Sou tão medrosa. Tenho medo de estar viva porque quem tem vida um dia morre. E o mundo me violenta. Os instintos exigentes, a alma cruel, a crueza dos que não têm pudor, as leis a obedecer, o assassinato — tudo isso me dá vertigem como há pessoas que desmaiam ao ver sangue: o estudante de medicina com o rosto pálido e os lábios brancos diante do primeiro cadáver a dissecar. Assusta-me quando num relance vejo as entranhas do espírito dos outros. Ou quando caio sem querer bem fundo dentro de mim e vejo o abismo interminável da eternidade, abismo através do qual me comunico fantasmagórica com Deus.”
— Clarice Lispector.

domingo, 9 de fevereiro de 2014


“Talvez o amor nos faça envelhecer antes da hora e nos torne jovens quando a juventude passa. Mas como não recordar aqueles momentos? Por isso escrevia, para transformar a tristeza em saudade, a solidão em lembranças. Para que, quando acabasse, eu a pudesse jogar no Piedra, as águas poderiam apagar o que o fogo escreveu. Todas as historias de amor são iguais.”
Paulo Coelho

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Acordar...


“Eu hoje tive um pesadelo e levantei atento, a tempo. Eu acordei com medo e procurei no escuro alguém com teu carinho e lembrei de um tempo. Porque o passado me traz uma lembrança, do tempo em que eu era criança, que o medo era motivo de choro, desculpa pra um abraço ou um consolo. Hoje eu acordei com medo, mas não chorei, nem reclamei abrigo. Do escuro eu via o infinito sem presente, passado ou futuro. Senti um abraço forte e já não era medo, era uma coisa sua que ficou em mim. De repente a gente vê que perdeu ou está perdendo alguma coisa morna e ingênua que vai ficando no caminho. Que é escuro e frio, mas também bonito porque é iluminado pela beleza do que aconteceu há minutos atrás.”
Cazuza.

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014



“A gente finge que arruma o guarda-roupa, arruma o quarto, arruma a bagunça. Tira aquele tanto de coisa que não serve, porque ocupar espaço com coisas velhas não dá. As coisas novas querem entrar, tanta coisa bonita nas lojas por aí. Mas a gente nunca tira tudo. Sempre as esconde aqui, esconde ali, finge para si mesmo que ainda serve. A gente sabe. Que tá curto, pequeno, apertado. É que a gente queria tanto. Tanto. Acredito que arrumar a bagunça da vida é como arrumar a bagunça do quarto. Tirar tudo, rever roupas e sapatos, experimentar e ver o que ainda serve, jogar fora algumas coisas, outras separar para doação. Isso pode servir melhor para outra pessoa. Hora de deixar ir. Alguém precisa mais do que você. Se livrar. Deixar pra trás. Algumas coisas não servem mais. Você sabe. Chega. Porque guardar roupa velha dentro da gaveta é como ocupar o coração com alguém que não lhe serve. Perca de espaço, tempo, paciência e sentimento. Tem tanta gente interessante por aí querendo entrar. Deixa. Deixa entrar: na vida, no coração, na cabeça.”
Caio Fernando Abreu.

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Palavras c2

Meu pai disse que muitas vezes prefiro ler ao invés de comer. E daí, se prefiro me encher de palavras?

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Menina.


É claro que a vida é boa
existe música, comida e amor
Mas é muito bom quando você se doa
colocando-se sempre à dispor

Tem gente que têm muitos amigos para ir e vir
Outros nem tanto assim
Mas os verdadeiros vão até o fim
e o restante vai sempre partir

O amor machuca sua maquiagem
pois te deixa transparente
Dai o sentimento vem e te enlouquece insanamente

Ela queria voar saber
era um pássaro que vivia na gaiola
Tinha medo de viver.





Trechos musicas: DRUNK- Ed Sheeran/ CLARISSE- Legião Urbana/Renato Russo.